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A Tática De Combater Submarinos

Durante a guerra os alemães geralmente mantinham operando no mar um média de 52 submarinos. Para combater esse poucos submarinos os Aliados tiveram de empregar um contingente de homens significativo e 25% do esforço científico total.

A tática de combater os submarinos era manter um patrulhamento aéreo constante do litoral, de forma a obrigá-los a permanecer mergulhados, consumindo a carga de suas baterias e navegando com velocidade reduzida.

Nessas condições, eles tinham de afastar-se para áreas não patrulhadas, onde pudessem vir à superfície para carregar as suas baterias, além de conceder o necessário descanso às guarnições.

Mas, o desenvolvimento dos aparelhos de detecção submarina, o sistema de comboios e o patrulhamento aéreo, levaram os alemães a atacar os navios com os submarinos em grupos, ou melhor, aplicando a chamada tática da “alcatéia de lobos”, em que os submarinos torpedeavam na superfície empregando o radar para a pontaria, quer de dia ou de noite. Sobre essa tática, disse o Almirante Doenitz: “A uma concentração de navios, só uma concentração de submarinos”.

A essa tática os Aliados replicaram com um intenso e seguro patrulhamento aéreo das áreas navegadas, o que dificultava a concentração dos submarinos e veio demonstrar que “o maior inimigo do submarino era o avião”.

Foram, então, os submarinos obrigados a operar no centro do Atlântico, fora do alcance dos aviões com base em terra, e a voltar a tática antiga do ataque em imersão com pontaria pelo periscópio. Ainda o meio empregado para dificultar os ataques dos submarinos foi dotar cada comboio de pequenos navios-aeródromos, surgindo daí os do tipo “escolta” (NAeE), geralmente resultantes da adaptação de navios petroleiros construídos em série, onde operavam cerca de duas dezenas de aviões, que mantinham um constante patrulhamento aéreo durante toda a travessia dos comboios.

Sendo a velocidade dos comboios, no máximo, de 13 nós e a velocidade máxima do submarino em imersão de 9 nós, conseguia-se a sua proteção com patrulhamento aéreo da sua vanguarda e com a escuta submarina da escolta. A reação alemã consistiu não só na volta aos ataques individuais, mas também no emprego de torpedos acústicos cuja contramedida, logo aplicada pelos Aliados foi o “roncador”(aparelho FXR), que os navios levavam rebocados pela popa para produzir maior ruído que os dos hélices, desviando, portanto, a trajetória dos torpedos.

Por outro lado, a difusão do radar impedia que os submarinos alemães, mesmo durante a noite, viessem à superfície para carregar os seus acumuladores de energia; eram eles logo detectados e atacados. Para evitar isto, os alemães imaginaram o Schnorckel (snorkel, em inglês)- uma espécie de tubo duplo por um dos quais era aspirado o ar da atmosfera e pelo outro descarregado os gazes da combustão dos motores diesel. Conseguiam assim manter os submarinos em imersão e os motores de propulsão diesel em funcionamento. Dessa forma era possível carregar as baterias, navegar em imersão de noite ou de dia e por um longo tempo, com velocidade superior à conseguida com os motores elétricos porém o perigo de detecção pelo radar continuou se bem que em menor amplitude. É preciso notar que um submarino com Schnorckel navegando com menos de 6 nós não fazia muita espuma nem deixava esteira forte, dificultando, portanto, os seus vestígios a ser percebidos pelos aviões de patrulha ou navios de superfície inimigos. A alta velocidade do submarino em imersão, facilitava a aproximação, isto é, tomar posição favorável para o ataque; era essa a principal vantagem do sistema Schnorckel.

Fonte: www.nomar.com.br

 

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